Espetáculo de Dança

Labirinto dos Sentidos
Portal da alma

Labirinto dos Sentidos é um espetáculo de dança oriental que traz, tanto para os integrantes da companhia quanto para os espectadores, a imagem do labirinto como um caminho e uma experiência para acessar o nosso centro interior e as nossas emoções.

O centro de nosso ser é o coração. É com o coração que devemos embarcar nesta jornada em direção aos mistérios mais profundos da alma. É no centro do labirinto das nossas emoções e dos nossos pensamentos tortuosos que encontramos a quietude e o sentido da existência. A viagem é individual e é dentro do labirinto que cada pessoa pode encontrar o maior dos tesouros: o Self, o Si-mesmo.

O labirinto é um corredor de paredes que se confrontam. O teatro é a representação artística do labirinto em que acontece a dança, o embate entre a ação e o repouso. As coxias simbolizam as entradas, os portais, a iniciação da jornada da alma. O centro do palco, o lugar onde se vivenciam os movimentos do corpo e da alma é o local da transformação, da morte do velho e da renovação da vida.

No espetáculo, a letra "Y" na saída do labirinto significa nosso livre arbítrio, nossa liberdade de escolha.

Cada passo no labirinto acontece no agora. A dança é feita de agoras. Viver o momento presente é uma escolha entre dois conceitos de tempo. Por um lado, podemos viver o tempo "inimigo" dos ocidentais que nos devora feito Kronos, e, por outro lado, podemos viver o tempo "aliado" dos orientais em que todas as coisas surgem e se desenvolvem. Para os bailarinos, dança é desenvolvimento, é evolução.

O tempo ocidental é uma rede de caminhos, que com freqüência nos deixa num beco sem saída e com a sensação de que a vida escapa pelas mãos. É o labirinto que nos deixa perdidos. O tempo oriental é uma consciência que nos ajuda a encontrar no labirinto um estado de equilíbrio espiritual. É o labirinto da meditação e do encontro de si mesmo.

O espetáculo Labirinto dos Sentidos é uma reflexão sobre nossa existência labiríntica. Um perder-se e um encontrar-se. Um movimento que começa no caos da periferia e pouco a pouco se direciona ao centro - ao reino interior que transforma o labirinto confuso numa mandala, numa matriz divina de paz e harmonia.

Este é o nosso Espaço Sagrado, o verdadeiro Lugar.

Sempre que precisarmos retornar, já saberemos o caminho.

 

Fátima Fontes

Veja um breve roteiro do espetáculo

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